Para que serve a análise ao ácido úrico?

Os valores de ácido úrico são essenciais para avaliar a saúde de algumas partes do organismo, como os rins ou as articulações

Os valores de ácido úrico são essenciais para avaliar a saúde de algumas partes do organismo, mas, por vezes, podem estar alterados. Saiba o que fazer para os equilibrar.

  • PorCarlos Eugénio AugustoJornalista

  • ColaboraçãoDr. João Pedro PatrocínioMédico interno de Medicina Geral e Familiar

O ácido úrico é o produto da degradação das purinas, um composto que pode ser orgânico ou resultante da alimentação. Em circunstâncias normais, o ácido úrico forma-se no fígado, sendo depois excretado através da urina. Quando se pretende avaliar a saúde dos rins ou das articulações, a sua análise é essencial. Se os valores apresentados não corresponderem aos de referência, é necessário fazer algumas modificações, muitas delas relativas aos hábitos alimentares.


João Pedro Patrocínio, médico interno de Medicina Geral e Familiar, indica-lhe quais são os valores de referência que as análises ao ácido úrico devem apresentar e que medidas deve adotar quando não estão normalizados.

Valor de ácido úrico elevado: o significado

Os valores de referência para o ácido úrico devem rondar os 3,7 a 8 mg/dL. Todavia, por vezes, em algumas pessoas, podem revelar-se acima destes níveis. Quando tal acontece, ele acumula-se em vários pontos do organismo, sob forma de cristais, tendo consequências na saúde. «Valores acima dos níveis de referência são significado de gota, que se caracteriza pela acumulação de cristais de ácido úrico nas articulações, com efeitos destrutivos, podendo ainda causar pedras nos rins», refere o médico interno de medicina geral e familiar à Revista Prevenir.

Conselho médico

Na maioria dos casos, bastam ligeiras alterações na alimentação para que se consiga reequilibrar os seus níveis. Nestes casos, devem evitar-se «elementos ricos em purinas, como carne vermelha, carne gorda, carne de animais jovens, miudezas, conservas de peixe e de carne, salsichas, charcutaria, peixes gordos (como a cavala, o salmão ou a sardinha), marisco, ovas, leguminosas e bebidas alcoólicas, com ênfase na cerveja», aconselha João Pedro Patrocínio.

Última revisão: Janeiro 2018

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