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Pernas pesadas: das causas às soluções

Pernas pesadas: das causas às soluções

A sensação de pernas pesadas, cansadas, com inchaço ou dor, que se agrava com o calor e ao longo do dia, a par de cãibras noturnas, pode ser sintoma de uma doença séria que é fundamental tratar.

Inchaço das pernas, tornozelos ou pés, sensação de pernas pesadas ou cansadas, dor, comichão ou dormência nas pernas, cãibras noturnas. O aparecimento de alguns destes sintomas, particularmente se os mesmos se agravam com o calor e ao longo do dia e se são aliviados com descanso ou elevação das pernas, podem indiciar a existência de doença venosa crónica. Por isso, no caso de manifestar algum destes sintomas, contacte o seu médico. O diagnóstico e o tratamento atempados desta patologia são essenciais para travar a progressão da doença e evitar complicações.

As causas

Uma veia saudável possui válvulas que, juntamente com os músculos que a envolvem, permitem contrariar a força da gravidade e garantir o retorno do sangue ao coração. Quando há alterações na parede e nas válvulas das veias, estas deixam de ter capacidade de bombear todo o sangue para o coração, o que gera a sua acumulação nas pernas. É a inflamação venosa resultante dessa acumulação de sangue que dá os primeiros sinais de que algo não está bem – dor, pernas pesadas e cansadas -, bem como situações mais graves de varizes, edema (pernas inchadas), alterações de cor na pele ou mesmo úlcera venosa. A esta patologia dá-se o nome de doença venosa crónica.

Fatores de risco

  • Idade
  • Histórico familiar
  • Sexo feminino
  • Permanecer parado por longos períodos de tempo (de pé ou sentado)
  • Existência de coágulos de sangue nas veias
  • Falta de atividade física
  • Pressão arterial elevada
  • Obesidade
  • Obstipação
  • Tabagismo

Os sinais

Numa fase inicial, a doença venosa crónica não é visível, embora o doente possa já ter sintomas. Com a evolução da patologia, os sintomas adquirem um aspeto visível, os chamados sinais. A classificação CEAP (clínica, etiologia, anatomia e fisiopatologia) é um método internacionalmente aceite para classificar a doença venosa crónica consoante a sua gravidade. Saiba através da galeria de imagens em que fase está.

Fase inicial da doença
Fase inicial da doença

Surgem os primeiros sintomas, como a dor, as pernas pesadas e cansadas, mas ainda não há sinais visíveis ou palpáveis da doença.

Surgem os primeiros sintomas, como a dor, as pernas pesadas e cansadas, mas ainda não há sinais visíveis ou palpáveis da doença.

Primeiros sinais (derrames, raios ou aranhas)
Primeiros sinais (derrames, raios ou aranhas)

Aparecimento de telangiectasias (veias intradérmicas dilatadas de diâmetro < 1 mm) e veias reticulares (veias subcutâneas dilatadas de diâmetro < 3 mm), geralmente em volta dos tornozelos. São os chamados derrames, raios, aranhas ou manchas.

Aparecimento de telangiectasias (veias intradérmicas dilatadas de diâmetro < 1 mm) e veias reticulares (veias subcutâneas dilatadas de diâmetro < 3 mm), geralmente em volta dos tornozelos. São os chamados derrames, raios, aranhas ou manchas.

Varizes
Varizes

Aparecimento de veias subcutâneas dilatadas com 3 mm ou mais de diâmetro, geralmente tortuosas. As chamadas varizes.

Aparecimento de veias subcutâneas dilatadas com 3 mm ou mais de diâmetro, geralmente tortuosas. As chamadas varizes.

Aumento de volume do tecido cutâneo e subcutâneo
Aumento de volume do tecido cutâneo e subcutâneo

Uma forma simples que ajuda à identificação do edema venoso é a deformação após pressão. Embora ocorra geralmente na zona do tornozelo, o edema pode estender-se à perna e ao pé.

Uma forma simples que ajuda à identificação do edema venoso é a deformação após pressão. Embora ocorra geralmente na zona do tornozelo, o edema pode estender-se à perna e ao pé.

Aparecimento de manchas e crostas
Aparecimento de manchas e crostas

São o resultado da extravasão de sangue da veia para o espaço extravascular. Surgem normalmente na zona do tornozelo, mas podem estender-se à perna e ao pé.

São o resultado da extravasão de sangue da veia para o espaço extravascular. Surgem normalmente na zona do tornozelo, mas podem estender-se à perna e ao pé.

Atrofia branca e lipodermatoesclerose
Atrofia branca e lipodermatoesclerose

Surge uma área de tecido esbranquiçado e atrófico, geralmente circular e que pode estar rodeada de capilares dilatados ou de hiperpigmentação, acompanhada de uma inflamação crónica localizada, associada a fibrose da pele e tecidos subcutâneos (lipodermatoesclerose), habitualmente na zona do tornozelo.

Surge uma área de tecido esbranquiçado e atrófico, geralmente circular e que pode estar rodeada de capilares dilatados ou de hiperpigmentação, acompanhada de uma inflamação crónica localizada, associada a fibrose da pele e tecidos subcutâneos (lipodermatoesclerose), habitualmente na zona do tornozelo.

Lesões na pele que saram
Lesões na pele que saram

Resultam da insuficiência venosa cujos tecidos ainda têm capacidade de se regenerar espontaneamente.

Resultam da insuficiência venosa cujos tecidos ainda têm capacidade de se regenerar espontaneamente.

Lesões na pele que não saram
Lesões na pele que não saram

Resultam da doença venosa crónica cujos tecidos não têm capacidade de cicatrização e regeneração espontânea. É o estadio mais grave da doença venosa crónica.

Resultam da doença venosa crónica cujos tecidos não têm capacidade de cicatrização e regeneração espontânea. É o estadio mais grave da doença venosa crónica.

Os tratamentos

Existem vários tipos de tratamento para a doença venosa crónica. A definição do tratamento mais adequado depende do estadio da doença, assim como a gravidade dos sintomas e deve ser feita pelo seu médico.

Alterações do estilo de vida
A adoção de alguns hábitos ajuda a melhorar o quadro da doença venosa: realizar exercício físico como a marcha, corrida lenta, bicicleta ou natação, de forma a fortalecer os músculos das pernas; evitar longos períodos de pé ou sentado; procurar lugares frescos; realizar a elevação das pernas com frequência para prevenir o inchaço das pernas, evitar o uso de roupa apertada ou saltos altos ou rasos (a altura recomendada é de 3 a 4 cm); prevenir o excesso de peso.

Medicamentos venoativos orais
Os medicamentos venoativos orais permitem aliviar os sintomas da doença e a inflamação venosa. Consulte o seu médico ou farmacêutico para aconselhamento adequado.

Uso de meia elástica
A meia elástica promove a compressão das veias e facilita o retorno venoso. A meia elástica deve ser apenas utilizada mediante prescrição médica, de forma a garantir que o tipo de meia selecionado é o mais adequado ao doente e para avaliar se existem doenças que impeçam a sua utilização.

Escleroterapia
A escleroterapia consiste na injeção de um agente químico na veia para promover a secagem de pequenas varizes.

Tratamento cirúrgico
A cirurgia é o último recurso para o tratamento da doença venosa crónica e está reservada para doentes cujos sintomas estejam descontrolados. Existem diversas técnicas que devem ser adaptadas a cada doente, mediante a localização, tamanho e extensão das varizes, bem como ao nível de refluxo venoso.


Novo tratamento no mercado

Acaba de chegar ao mercado Zeflavon 500 mg, um novo medicamento não sujeito a receita médica indicado para o tratamento das pernas pesadas, inchadas, com dor ou cãibras noturnas. Este medicamento de Zentiva inclui flavonoides micronizados com 450 mg de diosmina e 50 mg de hesperidina, de forma a reduzir a elasticidade e a retenção venosa, reforçando assim a resistência das paredes capilares e proporcionando alívio e bem-estar às pernas.


ZEFLAVON 500 mg comprimidos revestidos por película Composição: 500 mg de flavonóides micronizados (contém 450 mg de diosmina e 50 mg de outros flavonóides expressos em hesperidina). Forma Farmacêutica: Comprimido revestido por película, oblongo, cor de laranja-acastanhado e com uma ranhura em ambos os lados. A ranhura destina-se apenas a facilitar a divisão para ajudar a deglutição e não para dividir em doses iguais. Indicações terapêuticas: Zeflavon está indicado em adultos para: Tratamento da insuficiência venosa crónica das extremidades inferiores em casos com os sintomas funcionais seguintes: pernas pesadas e inchaço; dor; cãibras noturnas dos membros inferiores. Tratamento sintomático da crise hemorroidária aguda. Posologia e modo de administração: Insuficiência venosa crónica: A dose habitual é 1 comprimido duas vezes ao dia (a meio do dia e à noite). Na crise hemorroidária: Nos primeiros 4 dias de tratamento a dose diária é de 6 comprimidos (i.e. 3 comprimidos duas vezes ao dia). Nos 3 dias seguintes a dose recomendada é de 4 comprimidos, i.e. 2 comprimidos duas vezes ao dia. Na manutenção do tratamento, a dose diária é de 1 comprimido duas vezes ao dia. População pediátrica: A segurança e eficácia de Zeflavon em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade não foram ainda estabelecidas. A utilização na população pediátrica não é recomendada. Compromisso hepático e/ou renal: A segurança e eficácia de Zeflavon não foi estudada em doentes com compromisso hepático ou renal. Até à data não existem dados disponíveis que indiquem a necessidade de modificar a dose nestes subgrupos. Idosos: Não é necessário o ajuste da dose. Para uso oral. Os comprimidos devem ser tomados com as refeições. Contraindicações: Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer excipientes mencionado na secção 6.1 do RCM completo. Advertências e precauções: A utilização deste medicamento no tratamento sintomático da crise hemorroidária aguda não é um substituto para o tratamento específico de outros distúrbios anais. A duração do tratamento deve ser restrita ao período de tempo mínimo, ou seja 15 dias. Se não houver remissão dos sintomas com tratamento a curto prazo, deve ser realizado um exame proctológico e o tratamento deve ser revisto. Relativamente ao tratamento da insuficiência venosa crónica, o efeito mais favorável pode ser assegurado através de um estilo de vida apropriado. Deve ser evitada a exposição prolongada à luz solar, permanecer na posição de pé longos períodos de tempo e o excesso de peso. Caminhar e utilizar meias de compressão pode melhorar a circulação nos membros interiores. Recomenda-se precaução caso a condição do doente se agrave com o tratamento. Esta pode manifestar-se como inflamação da pele, inflamação das veias, endurecimento subcutâneo, dor forte, úlceras de pele ou sintomas atípicos, como inchaço instantâneo de uma ou de ambas as pernas. Zeflavon não é eficaz na redução de inchaço dos membros inferiores causados por doença cardíaca, hepática ou renal. Efeitos indesejáveis: Resumo do perfil de segurança: Foram notificados em ensaios clínicos realizados com flavonóides micronizados efeitos indesejáveis de intensidade moderada, maioritariamente relacionados com perturbações gastrointestinais. Frequentes: náuseas, vómitos, diarreia, dispepsia. Pouco Frequentes: colite. Raros: cefaleia, tonturas, mal-estar, erupção cutânea, prurido, urticária. Desconhecidos: Dor abdominal; edema isolado da face, lábios e pálpebras relacionado com reações de hipersensibilidade, excecionalmente casos de edema de Quincke. A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante, poderá fazê-lo diretamente ao INFARMED, I.P.: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram. Em caso de dúvida ou persistência dos sintomas consulte o seu médico ou farmacêutico. Baseado no RCM de 10/2019. Medicamento não sujeito a receita médica. Para mais informações contatar o Titular de AIM ou consultar o RCM completo do medicamento. Um produto Zentiva, contactos em www.zentiva.pt. ZENTIVA PORTUGAL, Lda. Alameda Fernão Lopes, Miraflores Premium I, 16 bloco A– 8º piso. 1495-190 Algés. Tel.: (+351) 210 601 360 E-mail: PT-Zentiva@zentiva.com C.R.C Cascais – NIF: 503 103 551 www.zentiva.pt.
Última revisão: Julho 2020

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