Lombalgia: a dor mais frequente

lombalgia

A lombalgia também conhecida por “dor na região lombar” ou “lumbago”, é a principal causa de abstinência no trabalho em todo o mundo. Em Portugal, é também a causa mais frequente de dor.

  • Revisão científicaDr. Manuel Tavares de MatosMédico especialista em Ortopedia e Traumatologia

Oito em cada dez pessoas têm um episódio de lombalgia em alguma altura da vida. A dor situa-se na parte inferior da coluna, entre a última costela e a região glútea, com ou sem irradiação para um dos membros inferiores (dor ciática). É na mulher que a prevalência da lombalgia crónica é maior, sendo cerca de 50 por cento mais alta no sexo feminino e afetando três a quatro vezes mais a população entre os 50 e os 60 anos.

O médico especialista em Ortopedia e Traumatologia Manuel Tavares de Matos explica à Revista Prevenir o essencial sobre lombalgia.

A causa mais frequente

As alterações degenerativas dos discos intervertebrais como a hérnia discal, estão geralmente na origem deste sintoma.

Será lombalgia?

O diagnóstico resulta da observação médica do doente, seus sinais e sintomas e confirmado por técnicas de imagem (raio-x, a tomografia computadorizada e ressonância magnética).

Fatores de risco

Prevenção

  • Evite a posição sentada durante longos períodos de tempo
  • Ande a pé, sempre que possível
  • Durma o suficiente (entre seis e oito horas)
  • Evite situações de stresse
  • Controle o seu peso
  • Faça exercícios cardiovasculares como caminhar, correr, nadar ou andar de bicicleta, e exercícios de alongamento para fortalecer a musculatura paravertebral, abdominal e glútea.

Outras medidas essenciais:

  • Evitar fumar
  • Tratar a obesidade
  • Tratar a osteoporose, reforçando a estrutura óssea
  • Evitar estados depressivos ou ansiosos
  • Evitar a insatisfação no trabalho

3 tipos de dor

  • Aguda – Se a sua duração for de um dia até seis semanas.
  • Subaguda – Se persistir até às 12 semanas.
  • Lombalgia crónica – Se se prolongar após três meses

Tratamento

  • Massagens
  • Ultrassons ou eletroestimulação (sob prescrição médica)
  • Calor húmido
  • Uso eventual e limitado de cintas de imobilização
  • Os anti-inflamatórios e os analgésicos aliviam os sintomas.
  • Cirurgia. A sua necessidade varia consoante a causa, evolução clínica e presença de outros sintomas acompanhantes como dor com irradiação “ciática”.

95 por cento dos casos de lombalgia são tratados em três meses. Entre 50 e 60 por cento recuperam numa semana. Apenas cinco a dez por cento dos casos se tornam crónicos.


Lombalgia durante a gravidez

Entre 50 e 75 por cento das mulheres sofrem de dores nas costas em algum momento da gravidez. A prática regular de exercício físico antes do aumento de peso é essencial para a preparação muscular e postural.

Última revisão: Março 2018

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