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HPV, a infeção que todos temos de prevenir

HPV, a infeção que todos temos de prevenir

O HPV é um vírus muito frequente, facilmente transmitido através do contacto sexual. Em alguns casos, é eliminado espontaneamente pelo organismo; noutros, pode progredir e causar doenças genitais ou mesmo cancro.

  • Revisão científicaProf. Carlos de OliveiraMédico ginecologista

Qualquer pessoa sexualmente ativa está em risco de ser infetada pelo papilomavírus humano (HPV). Por exemplo, os rapazes podem desenvolver doenças para as quais não há rastreio. O uso de preservativo reduz o risco de infeção, mas não assegura uma proteção completa. A Revista Prevenir reúne o essencial sobre este vírus que todos temos de prevenir.

HPV: como se transmite

A transmissão pode ocorrer através de qualquer tipo de contacto sexual (genital ou oral). Pelo que, 75 a 80 por cento das mulheres e homens sexualmente ativos são infetados pelo papilomavírus humano (HPV) em alguma altura da vida.

Uma infeção sem sintomas

Na maioria dos casos, a infeção desaparece espontaneamente ao fim de um ou dois anos. Quando não é eliminada, a infeção pode persistir e progredir para doença. Na maioria das vezes, a infeção não tem qualquer sintoma e, mesmo quando a doença já está instalada pode ser assintomática.


Os principais tipos de HPV

São conhecidos mais de 120 tipos de HPV. Cerca de 40 afetam sobretudo os órgãos genitais: a vulva, a vagina, o colo do útero, o pénis e o ânus.

Os tipos 16 e 18 são vírus de alto risco, isto é, são responsáveis por 75 por cento das lesões mais graves (cancerosas), como o cancro do colo do útero, da vulva, vagina, ânus e pénis.

Os tipos 6 e 11 são responsáveis pela maioria das doenças benignas como as verrugas genitais.

Os métodos de rastreio

O rastreio ao cancro do colo do útero é feito através:

  • da citologia – ou papanicolau – (convencional ou em meio líquido);
  • do teste do HPV;
  • ou da associação dos dois.

Tipos de vacinação

A vacina está incluída no Plano Nacional de Vacinação (PNV) para meninas de 10 anos. É também recomendada, pela Sociedade Portuguesa de Pediatria, a rapazes adolescentes. A Sociedade Portuguesa de Ginecologia recomenda-a a raparigas e mulheres não abrangidas pelo PNV.

A vacina bivalente cobre apenas os tipos de HPV 16 e 18. A vacina quadrivalente protege contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18. Desde 2017, existe a vacina nonavalente que protege contra nove tipos de HPV (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58). Esta tem potencial para proteger contra 97 por cento dos casos de cancro do colo do útero.


Quer saber mais?

No âmbito da campanha Há cancros que podem ser prevenidos, a Liga Portuguesa Contra o Cancro criou um site com informação detalhada sobre o papilomavírus humano.

Última revisão: Dezembro 2017

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