Dor crónica: o que fazer quando a dor não passa

Dor crónica: quando a dor não passa

Uma dor que dura há mais de três meses é considerada crónica. Mas a dor crónica tem tratamento.

  • PorCarlos Eugénio AugustoJornalista

  • ColaboraçãoDra. Eunice SilvaMédica anestesiologista

É considerada dor crónica uma dor que dura mais de três meses. Geralmente, é difícil identificar quando começou ou qual a sua causa, podendo manifestar-se com várias características, apresentar várias causas e diversos estádios patológicos. Trata-se de uma síndrome e precisa de tratamento médico específico.

Como lidar com a dor crónica

Normalmente, a dor que resulta de um esforço «tende a ser autolimitada e passa após alguns dias. Em caso de queda e suspeita de fratura deve-se recorrer às urgências sem hesitar. Mas a grande questão são as dores que se tornam crónicas», alerta Eunice Silva. Se tem uma dor crónica, isto é, que dura há mais de três meses, eis o que tem de saber.

Consulte o seu médico de família

«É o primeiro passo para combater um quadro de dor», aconselha Eunice Silva. «Será esse profissional a tentar definir um diagnóstico e decretar uma terapêutica, pois é importante combater a dor e a sua causa o mais rapidamente possível dado que o doente pode evoluir para um cenário de dor crónica. Muitas doenças reumáticas, autoimunes e outras cursam com dores crónicas, sendo o controlo da doença de base o mais importante para a redução da dor», reforça a especialista.

80% dos doentes sente dor pós-cirúrgica. Entre dez e 30 por cento dos casos podem evoluir para uma situação crónica

As Unidades de Tratamento da Dor são úteis

«Quando o médico de Medicina Geral e Familiar sente que não consegue controlar a situação. Nesse caso, poderá referenciar o doente à Unidade de Tratamento da Dor Crónica da sua área. Aí tenta-se melhorar o controlo da dor, quer com fármacos, quer com técnicas mais ou menos invasivas ou não farmacológicas. Na maioria das vezes, a dor não se trata, pois, o mecanismo que a provocou continua lá. O que se tenta é controlar a dor e ensinar o doente a utilizar a medicação e mecanismos de controlo», explica a médica anestesiologista.


A automedicação na dor crónica não é solução

«O doente não se deve automedicar, exceto quando já o “aprendeu” com o seu médico assistente», afirma Eunice Silva. «A variedade de mecanismos que provocam dor é tão grande que é importante existir uma primeira orientação e prescrição, e posterior acompanhamento assíduo, pois, no caso de o doente ter uma patologia associada, alguns medicamentos podem interferir e provocar interações indesejadas e contraproducentes com os medicamentos da dor», adverte a anestesiologista.

Última revisão: Outubro 2017

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