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COVID-19: 7 dúvidas de quem vive com VIH

COVID-19: 7 principais dúvidas de quem vive com VIH

Quem vive com VIH poderá ter dúvidas e receios acrescidos face a esta nova pandemia. Respondemos às principais questões.

  • Revisão científica Dra. Joana Boto FernandesMédica infecciologista

Tal como aconteceu no passado com a infeção por VIH, a Organização Mundial da Saúde declarou no dia 11 de março a existência de uma nova pandemia. «A COVID-19 é uma doença grave e quem vive com VIH deve tomar todas as medidas de prevenção para minimizar a exposição e prevenir a infeção pelo vírus SARS-CoV-2», indica a UNAIDS, o programa das Nações Unidas para o VIH/sida. Mas o facto de se viver com uma doença que requer tratamento e acompanhamento médico contínuos pode gerar dúvidas e angústias suplementares. Neste artigo, damos resposta às questões que quem vive com VIH pode estar a colocar-se neste momento.

COVID-19: as 7 principais dúvidas de quem vive com VIH

Para que se sinta mais tranquilo e possa defender-se melhor desta nova pandemia, respondemos às sete principais dúvidas sobre a COVID-19 de quem vive com VIH.

1. “As pessoas que vivem com VIH têm maior risco de doença grave se contraírem a COVID-19?”

Até ao momento, não existe evidência de existir uma taxa mais elevada de infeção por COVID-19 ou de um desenvolvimento diferente da doença na população com infeção por VIH, de acordo com a European AIDS Clinical Society (EACS). No entanto, tal como para a população em geral, «o risco de doença grave é maior com a idade, no sexo masculino e na presença de doenças crónicas, como doenças cardiovasculares, doenças pulmonares e diabetes». E, portanto, embora as pessoas que vivem com VIH «possam não ter um risco mais elevado de doença grave por COVID-19, muitas pessoas que vivem com VIH têm outras condições que aumentam o seu risco.

Deve cumprir o seu tratamento para o VIH para manter o sistema imunitário o mais saudável possível

Na Europa, quase metade destas pessoas têm mais de 50 anos e as doenças crónicas, como as pulmonares e cardiovasculares, são mais comuns nas pessoas que vivem com VIH», indica a EACS. Além disso, «deve-se presumir que a supressão imunológica, indicada por uma baixa contagem de células T CD4 (<200/µl) ou por falta de tratamento antirretroviral, também esteja associada a um risco aumentado para uma apresentação mais grave da doença COVID-19», acrescenta a EACS.

2. “O que devo fazer para me proteger da COVID-19?”

Tal como a população em geral, as pessoas que vivem com VIH, «especialmente aquelas com a doença em estado avançado ou com pouco controlo do VIH», sublinha a UNAIDS, devem cumprir escrupulosamente as recomendações que, em Portugal, são veiculadas pela Direção-Geral da Saúde (DGS):

  • Lave frequentemente as mãos com água e sabão ou com uma solução à base de álcool.
  • Evite tocar nos olhos, nariz e boca.
  • Proteja a boca e o nariz com o braço ou um lenço ao tossir ou espirrar e descarte imediatamente o lenço usado.
  • Mantenha-se a pelo menos dois metros de distância das outras pessoas e evite o contacto próximo com alguém que tenha febre ou tosse.
  • Fique em casa se não se sentir bem.
  • Se tiver febre, tosse ou dificuldade em respirar ligue para o SNS 24 (808 24 24 24).

«Certifique-se de que tem os seus medicamentos para o VIH em quantidade suficiente para continuar o tratamento durante, pelo menos, um mês ou mais»

3. “Existem recomendações especiais para os doentes com VIH?”

Deve cumprir o seu tratamento para o VIH para manter o sistema imunitário o mais saudável possível. Por isso, nesta fase, a UNAIDS recomenda que as pessoas que vivem com VIH tenham os seus medicamentos em quantidade suficiente para continuar o tratamento durante, pelo menos, um mês ou mais, de forma a reduzir a necessidade de recorrer ao sistema de saúde. Além disso, as atuais orientações da Organização Mundial da Saúde para o tratamento do VIH incluem a recomendação de receita médica para três meses ou mais de tratamento.

A UNAIDS recomenda ainda que se informe sobre qual a melhor forma de contactar o seu médico assistente sem sair de casa (por exemplo, por email, telefone, videoconferência), de forma a saber antecipadamente o que fazer caso necessite de aconselhamento urgente ou prescrição médica.


4. “Durante a quarentena fiz um teste ao VIH e o resultado foi positivo. O que devo fazer?”

Se foi diagnosticado com VIH é fundamental que contacte o seu médico de forma a que possa iniciar o tratamento o quanto antes. «Se tiver uma carga viral elevada e ou uma contagem de células T CD4 inferior a 200 (por microlitro), o sistema imunitário será menos capaz de combater infeções», nomeadamente o novo coronavírus, avisa a organização sem fins lucrativos AVERT. Atualmente, «com o tratamento certo poderá ter uma vida tão longa quanto alguém que não tem VIH», indica a mesma fonte.

Usar o telefone é o meio mais correto neste momento para contactar o seu médico de família e pedir uma nova prescrição dos seus medicamentos

5. “A que sintomas da COVID-19 deve estar atento?”

Como explica a Direção-Geral da Saúde (DGS), as manifestações da COVID-19 variam em gravidade, desde a ausência de sintomas até febre, tosse, dor de garganta, cansaço, dores musculares e, nos casos mais graves, dificuldade respiratória. «Recentemente, foi também verificada anosmia (perda do olfato) e em alguns casos a perda do paladar, como sintoma da COVID-19», refere a DGS.

6. “A medicação que tomo diariamente vai acabar em breve. Como devo proceder?”

Usar o telefone é o meio mais correto neste momento para contactar o seu médico de família e pedir uma nova prescrição dos seus medicamentos. «Com as limitações de circulação decorrentes da pandemia que nos está a atingir, os médicos de família podem atender telefonemas e responder a dúvidas dos seus doentes», assegura a DGS.

7. “Devo usar máscara?”

A Direção-Geral da Saúde recomenda o uso de máscaras «por todas as pessoas que permaneçam em espaços interiores fechados com múltiplas pessoas (supermercados, farmácias, lojas ou estabelecimentos comerciais, transportes públicos)». Tenha em conta que o uso de máscara «constitui uma medida adicional de proteção, pelo que não dispensa a adesão às regras de distanciamento social, de etiqueta respiratória e de higiene das mãos», como refere a DGS.

Última revisão: Abril 2020

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