Os nódulos da tiroide são bastante frequentes. São «detetados na palpação em cerca de cinco por cento dos portugueses, enquanto a ecografia pode mostrar uma incidência de nódulos tiroideus em até 70 por cento da população», afirma Maria João Oliveira, médica endocrinologista e membro do Grupo de Estudo da Tiroide, da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo (SPEDM), à Revista Prevenir.
Cancro da tiroide tem bom prognóstico
A maioria dos nódulos da tiroide são benignos, como afirma Maria João Oliveira à Revista Prevenir: Muitos são milimétricos e não têm qualquer significado patológico. Apenas dez por cento são malignos». No caso de cancro da tiroide, a endocrinologista, sublinha que tem geralmente bom prognóstico: «Embora a incidência tenha aumentado, a mortalidade permanece muito baixa. Mais de 80 por cento curam-se após o primeiro tratamento».
Quando é necessário remover a tiroide?
Quando os nódulos da tiroide são muito volumosos ou malignos (cancro da tiroide), «pode ser necessário retirar toda a glândula (tiroidectomia total) ou apenas metade (hemitiroidectomia). Se toda a glândula for extraída, surge um hipotiroidismo e é necessário o tratamento com levotiroxina para o resto da vida», conclui.