Como tratar a depressão sem medicamentos

Graças à psicoterapia, é possível tratar a depressão sem medicamentos, mas não em todos os tipos desta doença

Graças à psicoterapia, é possível tratar a depressão sem medicamentos, mas não em todos os tipos desta doença. Conheça os vários modelos desta terapêutica que pode ser usada de forma combinada com outros tratamentos para a depressão.

  • PorRita MiguelJornalista

Falta de motivação, sentimento de tristeza, fadiga intensa ou perda de apetite. Estes são apenas alguns dos sintomas da depressão. Combatê-la inclui também a alteração de alguns hábitos, juntamente com o tratamento indicado pelo médico. Este pode implicar a toma de antidepressivos ou de ansiolíticos, mas também existem outras terapêuticas que permitem tratar a depressão sem medicamentos. É o caso da psicoterapia que «ajuda as pessoas a identificar os fatores que contribuem para a sua depressão», refere Vítor Viegas Cotovio, médico psiquiatra e psicoterapeuta, à Revista Prevenir. Existem vários modelos psicoterapêuticos, uns mais adequados para determinado tipo de depressão do que outros. O especialista explica como funcionam e quais os mais usados no tratamento da depressão.

Modelos psicoterapêuticos que ajudam a tratar a depressão sem medicamentos

Apesar de a psicoterapia poder ser usada isoladamente, o «modelo de tratamento [da depressão] com mais êxito é o que combina antidepressivos com psicoterapia», realça o psiquiatra. Porém, de acordo com o National Institute of Mental Health , ela pode ser a melhor opção em «depressões leves a moderadas».


Além destas, a psicoterapia é frequentemente recomendada como primeira linha de tratamento para crianças e adolescentes.

– Cognitivo-comportamental

O objetivo é identificar crenças e pensamentos distorcidos que estão na base de um funcionamento pessimista. Por exemplo, generalizações como “o meu chefe repreendeu-me, não valho nada”. Para reestruturar o pensamento, podem ser prescritos “trabalhos de casa”.

– De orientação analítica

Centra-se na identificação e interpretação de conflitos com base na relação entre o passado e o presente, e na tentativa de os resolver. É o caso da psicanálise e das psicoterapias breves analíticas.

– Humanista-existencial

Foca-se em variáveis relacionadas com a procura de sentido para a vida, como a gestão da liberdade, a solidão, o isolamento ou a morte.

«[A psicoterapia] ajuda as pessoas a identificar os fatores que contribuem para a sua depressão»

É útil quando a depressão tem por base preocupações existenciais, como muitas vezes é o caso de pessoas mais idosas.

– Interpessoal

Com ênfase nas circunstâncias atuais, foca-se nos problemas e questões interpessoais da depressão. Tem uma componente psicoeducacional e de resolução do stresse psicossocial.

– Transpessoal

Tem origem na Psicologia Humanista, e baseia-se na ideia de que as pessoas são, antes de mais, seres espirituais. Debruça-se sobre estados não ordinários de consciência e abrange técnicas como a hipnose, a meditação e o relaxamento.

– Terapias de grupo

Baseia-se na identificação, partilha e resolução de problemas em grupo.

Última revisão: Abril 2013

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