Não exagere na toma de omeprazol

inibidores da bomba de protões

Os inibidores da bomba de protões, como o omeprazol usado no tratamento de problemas gástricos, constituem uma das classes de medicamentos mais prescritas em todo o mundo. Apesar de serem medicamentos de venda livre incluem riscos.

  • PorManuela VasconcelosJornalista

  •  Colaboração e revisão científicaDra. Cristina AzevedoFarmacêutica

A venda de inibidores da bomba de protões (omeprazol, lansoprazol, pantoprazol, rabeprazol, dexlansoprazol e esomeprazol) aumentou 30 por cento nos últimos cinco anos, revela o site do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Em entrevista à Revista Prevenir, Cristina Azevedo, farmacêutica, indica os riscos associados a este tipo de medicamento e os cuidados a ter.

Quais são os riscos?

«Os inibidores da bomba de protões não são isentos de riscos, como as interações com outros medicamentos ou a ocorrência de erupções cutâneas, podendo ainda mascarar os sintomas de outras doenças», indica a farmacêutica Cristina Azevedo. O uso prolongado pode ainda estar associado ao aumento ligeiro do risco de fraturas da anca», revela o site do SNS.

«Para alívio de sensações de enfartamento ou situações ligeiras de azia, este fármaco não deverá ser a primeira escolha»

Um estudo relacionou a toma prolongada ao aumento do risco de se desenvolver demência, colocando-se a hipótese de que possa aumentar os níveis de beta-amiloide no cérebro, uma proteína das placas na doença de Alzheimer.

Atenção ao tempo máximo da toma

O crescimento nas vendas de inibidores da bomba de protões pode explicar-se pela toma em «situações clínicas desadequadas» ou pela «utilização por um período demasiado longo», revela o site do SNS. Como indica a farmacêutica Cristina Azevedo, «as embalagens disponíveis de venda livre apenas permitem tratamento por um período contínuo máximo de 14 dias. Qualquer tratamento mais longo deverá ter acompanhamento médico. E, mesmo por indicação médica, após um ano, deverá ser reavaliada a real necessidade do prolongamento do tratamento».


E alternativas?

A toma para alívio em situações de enfartamento regular e sem indicação médica é uma das razões para o elevado consumo deste fármaco em Portugal. No entanto, «para alívio de sensações de enfartamento ou situações ligeiras de azia, este fármaco não deverá ser a primeira escolha. Existem no mercado alternativas mais indicadas, como os antiácidos. Só em situações de ineficácia destes antiácidos é que os inibidores da bomba de protões deverão ser usados e por um período não superior a 14 dias sem indicação médica», reforça a farmacêutica.

Última revisão: Abril 2017

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