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Antidepressivos mais usados na depressão

São o principal fármaco utilizado para tratar da depressão. Conheça os antidepressivos mais usados e saiba em que casos são indicados

São o principal fármaco utilizado para tratar a depressão. Conheça os antidepressivos mais usados e saiba em que casos são indicados.

  • PorRita MiguelJornalista

São o principal tratamento farmacológico para a depressão, sobretudo a de origem biológica. Atuando ao nível dos neurotransmissores, os antidepressivos regulam, assim, o humor. Como os «mecanismos exatos de atuação variam», existem vários tipos deste fármaco, explica o psiquiatra e psicoterapeuta Vítor Viegas Cotovio à Revista Prevenir. Neste sentido, a sua adequação a cada caso e o «respeitar os tempos de terapêutica» são fatores essenciais para que estes medicamentos surtam efeito. Salvo em casos excecionais, o psiquiatra deve prescrever doses baixas de antidepressivos e ir aumentando progressivamente, se necessário. Assim, identificará a dose mínima eficaz e aumentará a hipótese de resposta positiva aos medicamentos. Indicamos-lhe os antidepressivos mais usados para tratar a depressão, referindo para que casos são mais adequados cada um deles.

Classes de antidepressivos mais usados

São os antidepressivos mais usados em Portugal no tratamento da depressão. Como qualquer fármaco, podem apresentar efeitos secundários em quem os toma. Conheça-os e saiba quais os melhores antidepressivos para cada situação.

– Inibidores da recaptação da serotonina (SSRIs)

São os mais seguros e, muitas vezes, a primeira opção de tratamento. Os efeitos secundários incluem, entre outros, diminuição do desejo sexual e dificuldade de obtenção de orgasmo.

  • Substâncias ativas
    Fluoxetina, paroxetina, sertralina, citalopram, escitalopram, vortioxetina.

– Inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina (SNRIs)

Podem ter indicação para depressões com sintomas físicos, nomeadamente dor. Os efeitos secundários são equivalentes aos dos SSRIs.


  • Substância ativa
    Duloxetina, venlafaxina.

– Inibidores da recaptação da dopamina e noradrenalina (NDRIs)

Efeitos secundários equivalentes aos dos SSRIs e SNRIs, com menor probabilidade de efeitos a nível sexual. Em doses altas, pode aumentar o risco de convulsões.

  • Substância ativa
    Bupropiom.

– Atípicos e outros

Têm efeitos sedativos, podendo ser usados como indutores de sono. São tomados à noite e podem complementar a toma de outros antidepressivos.

  • Substâncias ativas
    Trazodona, mirtazapina, agomelatina.

– Tricíclicos

De antiga geração, são tão eficazes como os mais recentes, mas têm mais efeitos secundários e mais sérios (sonolência, alterações do ritmo cardíaco, aumento de peso, dificuldades na acomodação visual). São uma solução de recurso quando um SSRI não resulta.

  • Substâncias ativas
    Clomipramina, amitriptilina, nortriptilina, imipramina e trimipramina.

– Inibidores da monoamina oxidase (IMAO)

Dividem-se em dois tipos: os irreversíveis e os reversíveis. Os primeiros, mais antigos, não são seletivos e têm efeitos secundários sérios, resultantes da interação com alimentos com tiramina (queijos, pickles e vinho tinto) e alguns
medicamentos. Não podem ser combinados com SSRIs. Em Portugal, apenas estão disponíveis os reversíveis e seletivos da MAO-A (bloqueiam apenas este subtipo da enzima MAO).

  • Substância ativa
    Moclobemida.
Última revisão: Abril 2013

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