Não quer tomar a pílula? Existem alternativas

Alternativas à pílula

Conheça as alternativas à pílula e os pontos fortes e fracos de cada método.

  • PorManuela VasconcelosJornalista

  • ColaboraçãoDra. Tereza PaulaAssistente hospitalar de Ginecologia-Obstetrícia na Maternidade Alfredo da Costa

Apesar de ser o método contracetivo mais usado em Portugal, o comprimido mais emblemático do universo feminino tem vindo a perder adeptas. Devido aos esquecimentos normais de um medicamento de toma diária, a pílula combinada está a perder consumidoras para outros métodos menos dependentes da utilizadora, como o DIU.

«A pílula combinada está contraindicada em mulheres fumadoras, especialmente a partir dos 35 anos»

No entanto, existem outros motivos que podem levar as mulheres a procurar alternativas à pílula. «A pílula combinada está contraindicada em mulheres fumadoras, especialmente a partir dos 35 anos», indica Tereza Paula, assistente hospitalar de Ginecologia-Obstetrícia na Maternidade Alfredo da Costa. «Segundo os estudos, o risco de tromboembolismo aumenta bastante nessa fase. Com o avançar da idade, o organismo sofre alterações a nível arterial e a componente hormonal também interfere», explica a especialista à Revista Prevenir.

Outros métodos hormonais

Entre os diferentes métodos hormonais (adesivo, anel vaginal, implante…) as concentrações de estrogénios variam consoante a via de administração (vaginal, oral, cutânea…). «Sabemos que pela via transdérmica – o adesivo – se atingem concentrações mais elevadas de estrogénios o que pode ser prejudicial em mulheres com tendência para ter hipertensão.

«As mulheres que não podem fazer contraceção hormonal combinada, devido aos estrogénios, não podem fazê-lo por nenhuma via de administração, seja anel, adesivo ou implante»

O anel vaginal é o que tem um nível menor e mais estável de estrogénios. Em termos de absorção, a via vaginal é mais regular do que a via oral, que pode sofrer interferências da digestão, por outro lado não sobrecarrega a parte hepática».

Alternativas à pílula sem hormonas

«As mulheres que não podem fazer contraceção hormonal combinada, devido aos estrogénios, não podem fazê-lo por nenhuma via de administração, seja anel, adesivo ou implante», indica Tereza Paula. «Nestes casos, podem recorrer à pílula isolada (com progestativos) ou a outros métodos como o dispositivo intrauterino (DIU) só com progestativos ou sem hormonas», refere a especialista.

Antes de mudar de contracetivo…

Deve sempre consultar o médico. «Mudar de pílula porque a amiga está a tomar uma diferente ou sugere não é recomendado. Às vezes tem mesmo de se mudar porque há efeitos secundários que começam a surgir como pequenas perdas de sangue, mas isso deve ser avaliado pelo médico. Regra geral, não é preciso fazer um período de intervalo entre o método antigo e o novo.»


Estas são as alternativas à pílula

Teresa Paula, médica ginecologista, indica os pontos fortes e fracos de cada método.

Pilula com progestativo isolado
Pilula com progestativo isolado

A sua eficácia é semelhante à da pilula combinada, mas o facto de não ter estrogénios impede o controlo do ciclo (podem registar-se perdas de sangue diárias ou ausência de menstruação). Outros efeitos secundários possíveis são: acne, seborreia, hirsutismo (excesso de pelos), retenção de líquidos.

A sua eficácia é semelhante à da pilula combinada, mas o facto de não ter estrogénios impede o controlo do ciclo (podem registar-se perdas de sangue diárias ou ausência de menstruação). Outros efeitos secundários possíveis são: acne, seborreia, hirsutismo (excesso de pelos), retenção de líquidos.

 Dispositivo intrauterino (DIU)
Dispositivo intrauterino (DIU)

Existem dois tipos: um em cobre sem componente hormonal e outro com progestativos incorporados. A colocação é feita pelo médico e a duração do dispositivo ronda os cinco a dez anos. É eficaz como contracetivo. Em termos de efeitos secundários, o primeiro pode originar menstruações mais abundantes e o segundo a ausência de menstruação ou sintomas associados ao progestativo.

Existem dois tipos: um em cobre sem componente hormonal e outro com progestativos incorporados. A colocação é feita pelo médico e a duração do dispositivo ronda os cinco a dez anos. É eficaz como contracetivo. Em termos de efeitos secundários, o primeiro pode originar menstruações mais abundantes e o segundo a ausência de menstruação ou sintomas associados ao progestativo.

Anel vaginal
Anel vaginal

A aplicação é feita mensalmente pela própria mulher. Liberta hormonas (incluindo estrogénios) por via vaginal e é considerado pela médica o método mais estável e com níveis mais baixos de estrogénios.

A aplicação é feita mensalmente pela própria mulher. Liberta hormonas (incluindo estrogénios) por via vaginal e é considerado pela médica o método mais estável e com níveis mais baixos de estrogénios.

Implante hormonal
Implante hormonal

Colocado cirurgicamente sob a pele, tem a duração três anos. Contém apenas progestativos e pode ter os efeitos secundários desta hormona. «Um dos efeitos que leva, muitas vezes, à remoção é a perda frequente de sangue, o que causa desconforto para a mulher», explica.

Colocado cirurgicamente sob a pele, tem a duração três anos. Contém apenas progestativos e pode ter os efeitos secundários desta hormona. «Um dos efeitos que leva, muitas vezes, à remoção é a perda frequente de sangue, o que causa desconforto para a mulher», explica.

Adesivo hormonal (patch)
Adesivo hormonal (patch)

Coloca-se na pele por um período de três semanas consecutivas (e uma de pausa). Inclui estrogénios na sua composição e é o método em que estes podem atingir as concentrações mais elevadas, pelo que pode não ser recomendado para mulheres com queixas associadas a esta hormona, como dores de cabeça, tensão mamária ou náuseas.

Coloca-se na pele por um período de três semanas consecutivas (e uma de pausa). Inclui estrogénios na sua composição e é o método em que estes podem atingir as concentrações mais elevadas, pelo que pode não ser recomendado para mulheres com queixas associadas a esta hormona, como dores de cabeça, tensão mamária ou náuseas.

Preservativo
Preservativo

A eficácia deste método de barreira – seja masculino ou feminino – é menor mas pode ser potenciada com o uso de um espermicida.

A eficácia deste método de barreira – seja masculino ou feminino – é menor mas pode ser potenciada com o uso de um espermicida.

Última revisão: Maio 2015

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