Alimentos que ajudam a prevenir o Alzheimer

Alimentos que ajudam a prevenir o alzheimer

Alguns alimentos, identificados pela ciência, têm uma ação especialmente protetora. Saiba o que comer para ajudar a prevenir o Alzheimer.

  • PorRita AlvesJornalista

A cada três segundos, surge um novo caso de demência no mundo e, em 2050, estima-se que 131,5 milhões de pessoas sofrerão desta condição – que, atualmente, afeta quase 50 milhões e cuja forma mais comum é a doença de Alzheimer –, lê-se no site Alzheimer’s Disease International. Um em cada três casos de demência podem ser prevenidos através de estilos de vida saudáveis, como a atividade física regular e uma alimentação saudável, refere a revista científica The Lancet.

Alimentos que ajudam a prevenir o Alzheimer

Através de uma alimentação saudável, é possível diminuir o risco ou, pelo menos, adiar o declínio cognitivo que conduz à doença de Alzheimer. Percorra a galeria de imagens e descubra os alimentos que ajudam a prevenir o Alzheimer.

Morangos
Morangos

Contêm fisetina, um flavonol com propriedades antioxidantes que ajuda a limitar os danos celulares causados pelos radicais livres e a reduzir a inflamação do cérebro, protegendo as células cerebrais do envelhecimento.

Contêm fisetina, um flavonol com propriedades antioxidantes que ajuda a limitar os danos celulares causados pelos radicais livres e a reduzir a inflamação do cérebro, protegendo as células cerebrais do envelhecimento.

Canela de ceilão
Canela de ceilão

Ajuda a controlar os níveis de glucose no cérebro, impedindo-os que estes aumentem rapidamente, uma situação que é comum em quem sofre de diabetes e que contribui para o declínio cognitivo.

Ajuda a controlar os níveis de glucose no cérebro, impedindo-os que estes aumentem rapidamente, uma situação que é comum em quem sofre de diabetes e que contribui para o declínio cognitivo.

Café
Café

O consumo moderado de cafeína a longo termo parece atacar múltiplos aspetos do processo da doença de Alzheimer e é seguro para a maioria dos humanos.

O consumo moderado de cafeína a longo termo parece atacar múltiplos aspetos do processo da doença de Alzheimer e é seguro para a maioria dos humanos.

Peixe
Peixe

Comer peixe está associado a um menor risco de vir a desenvolver alterações cerebrais associadas à demência em pessoas que tenham a variação do gene ApoE4 (que aumenta o risco de desenvolver a doença de Alzheimer).

Comer peixe está associado a um menor risco de vir a desenvolver alterações cerebrais associadas à demência em pessoas que tenham a variação do gene ApoE4 (que aumenta o risco de desenvolver a doença de Alzheimer).

Chá verde
Chá verde

Um estudo, publicado na revista científica Journal of the American Chemical Society, demonstrou que um composto presente no chá verde – o polifenol galato de epigalocatequina – trava a formação de placas beta-amiloides, que contribuem para o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Um estudo, publicado na revista científica Journal of the American Chemical Society, demonstrou que um composto presente no chá verde – o polifenol galato de epigalocatequina – trava a formação de placas beta-amiloides, que contribuem para o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Leite enriquecido com probióticos
Leite enriquecido com probióticos

Ao melhorar a comunidade de micróbios benéficos dos nossos intestinos e, consequentemente, estimular a resposta imunitária, este alimento pode melhorar a memória e a capacidade de aprendizagem em pessoas que sofrem da doença, concluiu um estudo publicado na revista científica Frontiers in Aging Neuroscience.

Ao melhorar a comunidade de micróbios benéficos dos nossos intestinos e, consequentemente, estimular a resposta imunitária, este alimento pode melhorar a memória e a capacidade de aprendizagem em pessoas que sofrem da doença, concluiu um estudo publicado na revista científica Frontiers in Aging Neuroscience.

Azeite virgem extra
Azeite virgem extra

A sua ingestão conduziu a uma melhor integridade das sinapses (estruturas responsáveis pela comunicação entre células do cérebro) e ao aumento na ativação da autofagia das células nervosas – processo em que estas se desintegram e eliminam detritos tóxicos que se acumulam entre elas. Os investigadores suspeitam que a redução da autofagia marca o início da doença de Alzheimer. O estudo realizado com ratinhos foi publicado na revista científica Annals of Clinical and Translational Neurology.

A sua ingestão conduziu a uma melhor integridade das sinapses (estruturas responsáveis pela comunicação entre células do cérebro) e ao aumento na ativação da autofagia das células nervosas – processo em que estas se desintegram e eliminam detritos tóxicos que se acumulam entre elas. Os investigadores suspeitam que a redução da autofagia marca o início da doença de Alzheimer. O estudo realizado com ratinhos foi publicado na revista científica Annals of Clinical and Translational Neurology.

Gosta de morangos? O seu cérebro adora-os

Um composto natural presente nos morangos, a fisetina, ao reduzir o declínio cognitivo e inflamação do cérebro, pode ser um aliado na prevenção da doença de Alzheimer e de outras doenças neurodegenerativas associadas à idade, refere um estudo publicado na revista científica The Journals of Gerontology Series A. Este flavonol com propriedades antioxidantes ajuda a limitar os danos celulares causados pelos radicais livres e tem demonstrado reduzir a inflamação do cérebro, protegendo as células cerebrais do envelhecimento. A fisetina está, ainda, presente noutros frutos e vegetais, como dióspiros, maçãs, uvas, cebolas e pepinos.

Canela de ceilão protege contra perda de memória associada à diabetes

A canela comum (de cor clara e sabor delicado), que encontra facilmente nos supermercados e, provavelmente, até na sua despensa, tem um efeito neuroprotetor em diabéticos, segundo uma revisão de estudos publicada no jornal Plos One. Os investigadores indicam que existe uma ligação entre a diabetes e a doença de Alzheimer e que a canela pode ajudar a interromper o início da doença de Alzheimer: ajuda a controlar os níveis de glucose no cérebro, impedindo-os que estes aumentem rapidamente, uma situação que é comum em quem sofre de diabetes e que contribui para o declínio cognitivo.

Três cafés por dia podem travar o aparecimento de Alzheimer

O efeito protetor foi verificado em adultos (entre os 65 e os 88 anos) já com problemas de memória. Ao examinar participantes com défice cognitivo ligeiro, o estudo, publicado na revista científica Journal of Alzheimer’s Disease, descobriu que aqueles que progrediram deste estado para a demência tinham níveis de cafeína no sangue 51 por cento mais baixos. Estes resultados sugerem, segundo os investigadores, que beber doses moderadas de café – cerca de três por dia – poderá reduzir o risco de desenvolver a doença ou, pelo menos, atrasar o seu aparecimento. Uma vez que o «processo patogénico se inicia no cérebro uma a duas décadas antes de o declínio cognitivo se tornar evidente; a intervenção profilática deve idealmente começar com essa antecedência face aos sintomas», lê-se no estudo.


Coma peixe todas as semanas para ter um cérebro saudável

Fazê-lo está associado a um menor risco de vir a desenvolver alterações cerebrais associadas à demência em pessoas que tenham a variação do gene ApoE4 (que aumenta o risco de desenvolver a doença de Alzheimer). O estudo, publicado na revista científica JAMA, demonstrou que, em comparação às que comiam menos alimentos vindos do mar, quem os ingeria pelo menos uma vez por semana apresentava uma menor densidade de placas amiloides e menos emaranhados neurofibrilares típicos desta doença. Contudo, a maior parte dos estudos feitos, apesar de demonstrar os benefícios de comer peixe e marisco uma vez por semana, não demonstrou que quanto mais vezes o fizer, menor é esse risco.

Gosta de chá? Consumo regular diminui risco de declínio cognitivo

A redução do risco é de 50 por cento, em adultos saudáveis com mais de 55 anos, e de 86 por cento, nos indivíduos com o gene APOE4 (associado a um risco aumentado de desenvolver a doença) que participaram num estudo publicado na revista científica The Journal of Nutrition, Health & Aging. Os investigadores creem que este efeito se poderá dever à presença de compostos, como teaflavinas, catequinas, arubiginas e L-teaninas, que podem proteger o cérebro de danos vasculares e neurodegeneração.

Os probióticos podem ajudar

A ingestão de leite enriquecido com probióticos – bactérias benéficas, como Lactobacillus, Bifidobacterium e Saccharomyces boulardii –, durante três meses, demonstrou que estes têm uma ação protetora contra a doença de Alzheimer, num estudo publicado na revista científica Frontiers in Aging Neuroscience. Ao melhorar a comunidade de micróbios benéficos dos nossos intestinos e, consequentemente, estimular a resposta imunitária, estes alimentos podem melhorar a memória e a capacidade de aprendizagem em pessoas que sofrem da doença.

Dieta mediterrânica: uma aliada contra a doença de Alzheimer

Segundo um estudo publicado em Frontiers in Nutrition, esta dieta reduz a probabilidade de declínio cognitivo e de desenvolvimento de Alzheimer. Os investigadores associam estes benefícios a uma redução da resposta inflamatória, aumento de micronutrientes e melhoria do balanço de vitaminas e minerais.

A dieta mediterrânica caracteriza-se por…

  1. Frugalidade e cozinha simples que tem na sua base preparados que protegem os nutrientes, como as sopas, os cozidos, os ensopados e as caldeiradas;
  2. Elevado consumo de produtos vegetais em detrimento do consumo de alimentos de origem animal, nomeadamente de produtos hortícolas, fruta, pão de qualidade e cereais pouco refinados, leguminosas secas e frescas, frutos secos e oleaginosas;
  3. Consumo de produtos vegetais produzidos localmente, frescos e da época;
  4. Consumo de azeite como principal fonte de gordura;
  5. Consumo moderado de laticínios;
  6. Utilização de ervas aromáticas para temperar em detrimento do sal;
  7. Consumo frequente de pescado e baixo de carnes vermelhas;
  8. Consumo baixo a moderado de vinho e apenas nas refeições principais;
  9. Água como principal bebida ao longo do dia;
  10. Convivialidade à volta da mesa.

Fonte: Nutrimento


Óleo de canola

Dizem que é saudável, mas pode piorar a sua memória

Uma dieta rica em óleo de canola pode levar a um aumento da formação de placas beta-amiloides – embora as causas da doença de Alzheimer permaneçam desconhecidas, acredita-se que aglomerados desta proteína tenham um papel no seu desenvolvimento – e causar danos nas sinapses (estruturas responsáveis pela comunicação entre células cerebrais), contribuindo, assim, para o declínio da memória. Os investigadores, cujo estudo foi desenvolvido em ratinhos e publicado na revista científica Scientific Reports, acreditam que a longo prazo o consumo deste óleo vegetal dificilmente trará benefícios para a saúde humana e, de acordo com as suas conclusões, pode, mesmo, ser prejudicial.


Alimentação saudável

Faz (muito) bem, mas, se (também) fizer exercício físico, faz ainda melhor

Seguir a dieta mediterrânica, praticar exercício físico com regularidade e ter um índice de massa corporal saudável pode, potencialmente, reduzir a progressão da doença de Alzheimer, refere um estudo publicado na revista científica The American Journal of Geriatric Psychiatry. Isto acontece porque a junção destes fatores reduz a probabilidade de haver uma acumulação de proteínas beta-amiloide e tau (dois marcadores desta doença) no cérebro de pessoas com queixas leves relativamente à capacidade de memória.

Última revisão: Fevereiro 2018

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